A Experiência de Deus
Neste áudio, gravado na década de 70, o professor Huberto Rohden, inicia sua aula, dizendo conhecer os quatro continentes, menos, a Austrália. Sendo assim, tinha autoridade para afirmar, que grande parte da humanidade, estava entrando numa nova dimensão de consciência, ou seja, ultrapassando a “crença” e entrando na “experiência” de Deus.
Para Rohden, “crer” era aceitar testemunhos alheios. Tais como os de grandes iniciados da humanidade – Moisés, Elias, Jesus, Buda, Francisco de Assis, Gandhi, entre outros.
Mas, “experiência”, era ter a própria “certeza”de Deus. Dizia que muitos falavam “de” Deus (descrença), outros, falavam “com” Deus (crença-oração), poucos, permitiam que Deus falasse (experiência). Afirmava ainda que “enquanto eu falo, Deus cala”, portanto, é necessário um silêncio total, físico, mental e emocional. Não ouvir, não pensar e não desejar nada, estando plenamente consciente, em espírito e em verdade.
Para Rohden, onde há uma vacuidade (ego esvaziamento), acontece uma plenitude (cosmo plenitude). A crença, dizia, nos dá dúvidas. Já a experiência, nos dá certeza, que nos traz paz e felicidade.
A meditação silenciosa, para Rohden, era o caminho para se atingir a experiência de Deus.
Rohden, afirmava também que a maior mensagem da humanidade veio da Palestina, de Jesus, o Cristo, e que para atingir a “alma” do Evangelho, era necessário ultrapassar as crenças teológicas, pois, a consciência da paternidade única de Deus (mística), transborda, na vivência da fraternidade universal dos homens (ética).
A vertical da mística, transbordando na horizontal da ética, resolveria todos os problemas da humanidade.
O professor Rohden, deixou neste áudio, algumas “setas” no caminho, para quem desejar sair do “zero” de uma existência de fatos, e realizar “valores” dentro de si!
Claudio Campos
Diadema, 31/03/2010
Podcast: Download (55.8MB)



8 de maio de 2010 - 19:19
“crer” era aceitar testemunhos alheios…esta frase eh sensacional…e o que o Cristo nos ensina ?”…amar ao próximo como a si mesmo, como eu vos amei…”
Nós, sempre que temos dificuldades com as pessoas, as afastamos ou fazemos o possível para não interagir com elas, quando, na maioria das vezes, nos afastando de quem nos incomoda, perdemos chances de crescer com as diferenças.
Raramente vemos a vertical da mística transbordando na horizontal da ética…mas não nos custa tentar…
9 de maio de 2010 - 16:08
Aden, estou tentando aprender com Huberto Rohden, que podemos divergir, porém, não devemos hostilizar. Que as “diferenças” não são contrárias, mas sim, complementares!
Agradeço sua importante participação!
10 de maio de 2010 - 18:39
Certamente, Cláudio…isso é o que se espera no processo de amadurecimento do ser humano, especialmente dos discípulos do Cristo…
abs