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Os Mistérios dos Grandes Mestres

23 de novembro de 2010

Neste Retiro Espiritual de Semana Santa, o professor Huberto Rohden inicia este áudio falando sobre a dificuldade que os “novatos e inexperientes” tem em cumprir com as exigências necessárias nestas ocasiões, para que se alcance bons resultados. Na seqüência, diz que os grandes mestres espirituais da humanidade são unânimes em afirmar que o “ter” dificulta o “ser”. Que quanto menor for o desejo de ter, mais facilita o seu ser. No entanto, não há como viver sem ter alguma coisa. Convém, porém, viver apenas com aquilo que é necessário para se levar uma vida decentemente humana. Sem ser atormentado nem pela pobreza, nem pela riqueza.

Diz ainda que a falta de firmeza “interior”, resulta na busca de firmeza “exterior” (necessidade de ter sempre mais e mais e mais…), que é uma tremenda ilusão, pois até o homem mais rico do mundo, também irá morrer. Os grandes mestres descobriram que as leis cósmicas funcionam em completa harmonia quando não há interesses egoísticos. Por isso sempre recomendaram renunciar a tudo.

Tinham absoluta certeza, que quando alguém realiza o reino de Deus dentro de si e a sua justiça (harmonia/ ajustamento), tudo o mais lhe é acrescentado. Pois mobiliza forças cósmicas invisíveis, do além (da alma do Universo), que tratam de prover suas necessidades. Afirma Rohden que o esvaziamento do EGO humano propicia a plenificação do EU Divino.

Cita como exemplo a vida de Dom Bosco, que ao cuidar de crianças abandonadas, no Sul da Itália, obtinha tudo que era necessário de “providências Divinas”. Nunca corria atrás de dinheiro – o dinheiro é que corria atrás dele. Algo absolutamente normal para ele, pois as crianças não eram suas, mais sim, de Deus! Em outra ocasião, realizou um retiro espiritual em um presídio. Ficou tão entusiasmado com o bom comportamento dos criminosos, que prometeu ao final do retiro, um piquenique fora do presídio. Até o ministro da Justiça foi envolvido, e para não contrariar Dom Bosco, autorizou. Porém, informou que adotaria todas as medidas de segurança necessárias. Não concordando, Dom Bosco falou que se não podia confiar nas “providências Divinas” quanto ao sucesso do evento, não daria certo! E não se realizou o tal piquenique.

Assim agem os grandes místicos! Para Rohden, não basta “crer”, nem “saber” sobre estas forças invisíveis. É necessário, atingir a “plenitude” de uma “experiência espiritual”, direta e imediata, e esta nos dará a “certeza”. Que para podermos receber estas dádivas Divinas, é necessário estarmos em perfeita sintonia (justiça, ajustamento, fidelidade). Aí podemos ocupar-nos com tudo, sem nos preocuparmos com nada.

Podemos compreender que a preocupação é doentia, e que a ocupação, é sadia. Pois, quando alguém descobre, que o Espírito de Deus está dentro de si e consegue se conscientizar acerca desta presença, em alto grau de clareza e poder (plenitude), então, a consciência do seu ser, espontaneamente se transforma, na vivência do seu agir.

A mística se transforma em ética, sem qualquer dificuldade, quando se atinge esta plenitude. Porque sempre agimos, de acordo com o que somos. Finaliza Rohden, com absoluta certeza, que sem a devida vacuidade da consciência do EGO, não acontece a plenitude da Cristo consciência do EU!

A planta só irá brotar com a morte “aparente” da semente. A pequena consciência do EGO deve ser superada, para que a grande consciência do EU possa viver! E isto, pode ser obtido com a prática diária, de silenciosa meditação, conscientizando-se plenamente de que “Eu e o Pai somos Um”!

São Paulo, 30 de Outubro de 2010.

Claudio Campos

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